O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A medida foi tomada após a Polícia Federal apontar que ele teria participado do direcionamento de emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato no Congresso.
Segundo a investigação, 21 emendas, com registros entre junho de 2024 e março de 2026, estão sob suspeita. Os recursos foram destinados principalmente a projetos de saúde e turismo. A PF afirma que aproximadamente R$ 104 milhões já haviam sido pagos.
- Fim da escala 6×1 e PEC da Segurança entram entre prioridades do Senado
- Propaganda eleitoral está autorizada e TSE define regras para uso de IA nas campanhas
- Partidos têm até sábado para registrar candidatos às eleições de 2026
- Plano de Flávio Bolsonaro prevê mudanças no STF, novos presídios e revisão da reforma tributária
- Cappelli anuncia Sofia Carvalho como vice e completa chapa ao Governo do DF
Dino também suspendeu a execução das despesas relacionadas às emendas investigadas e deu prazo de dez dias para que o presidente da Câmara, Hugo Motta, apresente documentos sobre a tramitação dos recursos.
A defesa de Valdemar afirmou que recebeu a decisão com surpresa, classificou as acusações como frágeis e negou que o dirigente tenha recebido qualquer vantagem pessoal. Os advogados disseram que a atuação de presidentes partidários na articulação de prioridades com parlamentares faz parte da atividade política.
