O plenário do Senado rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O placar foi de 42 votos contrários e 34 favoráveis. Para ser aprovado, o indicado precisava receber ao menos 41 votos dos 81 senadores. Com o resultado, a indicação foi arquivada.
A votação representou uma derrota política para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Messias, atual advogado-geral da União, havia sido escolhido para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o Supremo em outubro de 2025.
Mais cedo, o nome de Messias havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde foi aprovado por 16 votos favoráveis e 11 contrários após sabatina. No plenário, porém, o governo não conseguiu garantir os votos necessários. Segundo a Agência Brasil, a votação durou pouco mais de sete minutos.
A rejeição é considerada histórica. De acordo com a Agência Senado, foi a primeira vez em 132 anos que uma indicação ao STF foi barrada pelo Senado. Antes disso, as últimas rejeições ocorreram em 1894, durante o governo do marechal Floriano Peixoto.
Após o resultado, Messias evitou críticas aos senadores e afirmou que sua trajetória pública “não acaba aqui”. Ele disse que cumpriu seu papel, agradeceu a indicação feita por Lula e declarou que faz parte do processo democrático saber ganhar e saber perder.
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Com a decisão, caberá ao presidente Lula encaminhar um novo nome ao Senado para a vaga no Supremo Tribunal Federal.
