O Governo do Distrito Federal (GDF) planeja reforçar o ensino básico com a oferta de uma série de ações simultâneas e inovadoras integrando o modelo pedagógico com práticas esportivas, cultura e ações de promoção do protagonismo estudantil. Para isto, o secretário de Educação, Leandro Cruz, anunciou o Programa Virando o Jogo, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (28), no Palácio do Buriti.
“O ano de 2020 vai deixar graves sequelas na educação de Brasília, do Brasil e do mundo. O Programa Virando o Jogo começa em 2021, mas não acaba ao final deste ano. É programa para uma década”, afirmou o titular da pasta. Segundo Cruz, a iniciativa pretende “acompanhar e resgatar cada estudante, cada conteúdo, e tratar cada dano, emocional ou pedagógico”.
Ao todo, são 15 programas e projetos, que buscam, principalmente, melhorar a qualidade do processo de ensino e de aprendizagem, bem como aproximar estudantes, comunidade escolar e sociedade. O Virando o Jogo vai trabalhar, também, em frentes como alfabetização de jovens, adultos e idosos, educação profissional, preparação para o Enem e reforço escolar, entre outros. Os detalhes serão esmiuçados no lançamento do programa, em fevereiro.
Ensino digital
Leandro Cruz destacou o papel fundamental dos profissionais da educação, que ultrapassaram diversos desafios em 2020 e na preparação para o ano letivo de 2021. “Os professores não se acomodaram diante do novo formato que a educação pediu em 2020. Fizeram uma busca ativa dos estudantes, usaram o Google Sala de Aula, materiais impressos e várias outras formas para atingir os estudantes”, lembrou.
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“As escolas não fecharam nenhum dia, apesar dos estudantes não estarem frequentando as aulas presencialmente. Seguiram com reformas, distribuição de cestas verdes, entrega de material e tantas outras formas para se conectar com os estudantes”, completou Cruz, que confirmou a retomada do ano letivo em 8 de março.
O secretário executivo, professor Fábio Sousa, reafirmou o papel de excelência dos profissionais da educação: “Nenhum estudante foi deixado para trás. A parte afetiva da educação foi intensificada durante o processo mediado pelo ensino remoto”. Souza declarou, ainda, que, em 2021, recursos como o Google Sala de Aula continuarão a ser utilizados, mesmo quando for autorizado o retorno às aulas presenciais.
A Secretaria de Educação recebeu 31.048 inscrições de novos estudantes interessados em ingressar na rede pública em 2021. O número foi menor do que o registrado no ano anterior, quando ocorreram 38.579 pedidos, uma diferença de 7.531 estudantes.
Retomada segura
Durante a coletiva, o secretário de Educação informou que a pasta acompanha a evolução da pandemia e a aplicação da vacina no Distrito Federal. “Todas as vidas importam, por isso professores e todos os profissionais que atuam nas unidades escolares devem ser vacinados. Vemos essa preocupação da parte do Governo durante o processo de vacinação. A maneira como será a vacinação na Educação ainda está em debate e será organizada pela Secretaria de Saúde”, frisou Leandro Cruz.
O protocolo de retorno com todas as orientações de segurança para estudantes, professores e demais profissionais da educação está em fase de finalização e será divulgado à sociedade antes do começo das aulas. Os cuidados vão desde a sanitização das escolas e a instalação de lavatórios na entrada das instituições até a disponibilidade de álcool gel, de máscaras de proteção e de tapetes higienizantes na porta das salas de aula, além de regras de distanciamento.
Confira outros dados apresentados pela Secretaria de Educação sobre o ano letivo de 2020, que se encerra nesta quinta-feira (28):
– Mais de R$ 210 milhões investidos nas estruturas das unidades escolares com verbas do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf);
– As escolas também receberam R$ 42 milhões em investimento para reformas e reparos por meio de contratos de manutenção das unidades;
– Nomeados 821 professores efetivos e 41 profissionais da Carreira Assistência à Educação.
*Com informações da Secretaria de Educação
