O Distrito Federal conquistou a primeira colocação nacional no indicador de reciclagem de lixo do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O resultado foi divulgado pelo Governo do Distrito Federal na noite de terça-feira (3) e coloca Brasília à frente das demais unidades da Federação no percentual de recuperação de materiais recicláveis considerado pelo levantamento.
Segundo os dados, o DF alcançou índice de 13,75%, enquanto o Paraná ficou em segundo lugar, com 7,59%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 4,72%.
O indicador faz parte de uma avaliação mais ampla de políticas públicas e de desenvolvimento sustentável.
Cooperativas têm participação importante
O Serviço de Limpeza Urbana do Distrito Federal mantém contratos com 35 cooperativas e associações de catadores, responsáveis por atividades de coleta e triagem de materiais recicláveis.
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O sistema também conta com três empresas contratadas para a prestação de serviços de coleta seletiva.
As cooperativas desempenham papel importante na separação de materiais que podem retornar à cadeia produtiva, contribuindo para reduzir o volume de resíduos encaminhados ao aterro sanitário.
O trabalho envolve papel, papelão, plástico, metal e outros materiais que possuem potencial de reaproveitamento.
Entretanto, a presença de restos de comida e rejeitos misturados aos recicláveis ainda representa um desafio operacional, pois pode comprometer materiais que poderiam ser aproveitados.
DF avançou seis posições na avaliação
De acordo com o SLU, o Distrito Federal passou da sétima para a primeira colocação nacional no indicador.
O órgão atribui parte do avanço à adoção de uma metodologia de avaliação baseada em dados efetivos de pesagem e registros submetidos a procedimentos de verificação.
No pilar de Sustentabilidade Ambiental do ranking, o DF alcançou a segunda posição, com nota de 97,8 pontos.
O resultado reforça a importância da participação dos moradores na separação correta do lixo e da continuidade dos serviços de coleta seletiva.
O SLU também pretende ampliar a cobertura do atendimento, acompanhando a criação de novas regiões administrativas e o crescimento da demanda.
