A cotação do dólar voltou a subir com força nesta segunda-feira (7), encerrando o dia em R$ 5,911, a maior desde fevereiro. A valorização da moeda americana reflete a crescente tensão comercial entre Estados Unidos e China, reacendendo temores de recessão global e fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil.
O estopim para essa nova rodada de incertezas foi a ameaça do presidente norte-americano Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 50% sobre produtos chineses. A declaração veio após a China anunciar retaliações com uma sobretaxa de 34% sobre diversos produtos dos EUA.
A disputa elevou o clima de aversão ao risco no mercado internacional. Investidores passaram a buscar ativos mais seguros, como o dólar, o ouro e os títulos do Tesouro americano, o que causou desvalorização de moedas emergentes e queda nas bolsas ao redor do mundo.
No Brasil, o impacto foi imediato. Além da alta no câmbio, o Ibovespa — principal índice da Bolsa de Valores — caiu 1,31%, fechando aos 125.588 pontos. A instabilidade internacional somou-se às incertezas internas, como a discussão sobre gastos públicos e a condução da política monetária.
Especialistas alertam que a alta do dólar pode pressionar a inflação, principalmente nos preços de combustíveis, alimentos e insumos industriais. Apesar disso, a projeção oficial do mercado é de que a moeda norte-americana termine 2025 em torno de R$ 5,90, segundo o Boletim Focus.
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Enquanto o governo brasileiro acompanha os desdobramentos, economistas sugerem cautela e medidas que fortaleçam a economia doméstica, reduzindo a dependência de fatores externos.
