A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre milhares de produtos brasileiros passou a ocupar o centro da disputa presidencial de 2026. A cobrança começa em 22 de julho e deve alcançar setores como máquinas agrícolas, vestuário, papel, calçados e equipamentos industriais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a medida tem motivação política e acusou integrantes da família Bolsonaro de terem colaborado com interesses americanos contra o Brasil. A família nega a acusação e sustenta que o aumento das tarifas ocorreu por falhas do governo nas negociações comerciais.
O senador Flávio Bolsonaro responsabilizou Lula pelo resultado das tratativas com Washington. Já autoridades americanas disseram que o Brasil não teria negociado de boa-fé e alegaram práticas consideradas desfavoráveis às empresas dos Estados Unidos.
Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira indicou que 42% dos entrevistados disseram que as tarifas aumentam a possibilidade de voto em Lula, enquanto 27% afirmaram que a medida os aproxima de Flávio Bolsonaro. Outros 63% acreditam que a sobretaxa poderá prejudicar diretamente suas famílias.
O governo brasileiro informou que pretende acionar os instrumentos da Lei da Reciprocidade Econômica e levar a discussão ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio. Ao mesmo tempo, o Itamaraty afirma que ainda existe espaço para negociação.
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Produtos como carne bovina, café, aeronaves, peças aeronáuticas, energia e terras raras ficaram fora da nova cobrança. Mesmo com as exceções, entidades empresariais avaliam que a medida aumenta a insegurança para empresas brasileiras que dependem do mercado americano.
