Queda na energia e nos alimentos leva IPCA-15 à maior deflação em quatro anos

Prévia da inflação recua 0,40% em agosto e reduz taxa acumulada em 12 meses para 4,24%, abaixo do teto da meta.

O consumidor encontrou algum alívio nos preços em agosto. O IPCA-15, indicador considerado uma prévia da inflação oficial, caiu 0,40% no mês e registrou a maior deflação dos últimos quatro anos.

O resultado foi mais intenso do que esperavam os economistas. Uma das principais razões foi o desconto aplicado nas contas de energia elétrica pelo Bônus de Itaipu, que ajudou a provocar queda de 6,25% na tarifa residencial.

A alimentação também contribuiu para o movimento. O grupo de alimentos e bebidas recuou 0,57%, com preços menores de produtos como tomate, batata, cenoura e café moído.

Com o resultado, a inflação acumulada pelo IPCA-15 em 12 meses caiu para 4,24%. Isso coloca o indicador abaixo do limite superior de 4,5% estabelecido no sistema de metas.

Apesar do dado positivo, economistas acompanham com cautela os próximos meses. Parte da queda de agosto está relacionada a efeitos temporários, principalmente no setor de energia, e não necessariamente representa uma redução permanente da pressão sobre os preços.

O resultado, porém, fortalece o debate sobre a trajetória dos juros, já que uma inflação mais comportada pode ampliar o espaço para novos cortes da Selic.

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