O consumidor encontrou algum alívio nos preços em agosto. O IPCA-15, indicador considerado uma prévia da inflação oficial, caiu 0,40% no mês e registrou a maior deflação dos últimos quatro anos.
O resultado foi mais intenso do que esperavam os economistas. Uma das principais razões foi o desconto aplicado nas contas de energia elétrica pelo Bônus de Itaipu, que ajudou a provocar queda de 6,25% na tarifa residencial.
A alimentação também contribuiu para o movimento. O grupo de alimentos e bebidas recuou 0,57%, com preços menores de produtos como tomate, batata, cenoura e café moído.
Com o resultado, a inflação acumulada pelo IPCA-15 em 12 meses caiu para 4,24%. Isso coloca o indicador abaixo do limite superior de 4,5% estabelecido no sistema de metas.
Apesar do dado positivo, economistas acompanham com cautela os próximos meses. Parte da queda de agosto está relacionada a efeitos temporários, principalmente no setor de energia, e não necessariamente representa uma redução permanente da pressão sobre os preços.
- Salário mínimo deverá subir para R$ 1.741 em 2027
- Petróleo passa de US$ 94 e atinge maior nível em três semanas com tensão no Oriente Médio
- Bancários fazem paralisação nacional de 24 horas nesta quinta-feira
- Fazenda analisa mudanças em crédito a motoristas de aplicativos
- Dólar cai para R$ 5,17 e Bolsa interrompe sequência de 11 pregões de queda
O resultado, porém, fortalece o debate sobre a trajetória dos juros, já que uma inflação mais comportada pode ampliar o espaço para novos cortes da Selic.
