A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 1º de julho, uma nova fase da investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos da cota parlamentar. A ação mira pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante, do PL do Rio de Janeiro, atual líder do partido na Câmara dos Deputados. O parlamentar, no entanto, não é alvo dos mandados cumpridos nesta etapa da operação.
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. A nova fase foi identificada como Operação Galho Fraco II, dentro da investigação que apura possíveis irregularidades em contratos ligados à cota parlamentar.
De acordo com as investigações, são apurados indícios de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. A suspeita é de que agentes públicos, particulares e empresas teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.
A apuração está relacionada a um suposto esquema envolvendo gastos de cotas parlamentares com aluguel de veículos. Em fases anteriores da investigação, a PF já havia mirado parlamentares do PL do Rio de Janeiro, entre eles Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. Em dezembro de 2025, a Operação Galho Fraco cumpriu sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, também por determinação do STF.
Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 400 mil em dinheiro vivo em endereço ligado a Sóstenes Cavalcante. À época, o deputado afirmou que os valores tinham origem lícita e estariam relacionados à venda de um imóvel.
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Nesta nova fase, os investigadores buscam aprofundar a análise sobre a origem, a circulação e a eventual tentativa de justificar valores sob investigação. A PF também apura se houve tentativa de apresentar documentos ou versões para dar aparência regular a movimentações financeiras questionadas.
Sóstenes Cavalcante exerce mandato de deputado federal pelo Rio de Janeiro e é o atual líder do PL na Câmara. A investigação segue sob supervisão do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, não há condenação dos investigados
