Organizações criminosas têm utilizado estradas vicinais, áreas de pastagem e acessos entre plantações para transportar drogas e tentar escapar da fiscalização nas principais rodovias de Goiás. Os trajetos são chamados pelas forças de segurança de “rotas caipiras” e aparecem principalmente no Sudoeste do estado.
A localização da região é considerada estratégica. Municípios próximos às divisas com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul funcionam como corredores para carregamentos que entram no país e depois seguem para outros estados. Estradas rurais permitem que veículos deixem temporariamente as rodovias mais fiscalizadas.
Somente entre janeiro e agosto deste ano, o Comando de Operações de Divisas da Polícia Militar de Goiás e a Polícia Rodoviária Federal apreenderam mais de 12 toneladas de maconha e cocaína, considerando ocorrências nas rodovias tradicionais e nesses trajetos alternativos.
Entre os corredores que aparecem com frequência nas apreensões estão a BR-060, na região de Rio Verde e Jataí, e a BR-364, nas proximidades de Jataí, Mineiros e Cachoeira Alta. A fiscalização também acompanha movimentações em estradas não pavimentadas e pistas clandestinas.
As forças de segurança apontam ainda que diferentes tipos de veículos e pessoas são utilizados no transporte. Além de carros e caminhões, organizações criminosas recorrem às chamadas “mulas do tráfico”, responsáveis por levar cargas ilícitas entre cidades e estados enquanto integrantes de níveis superiores das quadrilhas permanecem afastados da operação direta.
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