A Casas Bahia ganhou uma proteção judicial considerada fundamental para tentar reorganizar uma dívida de R$ 17,3 bilhões. A Justiça de São Paulo determinou a suspensão, por 180 dias, das ações de cobrança e execuções contra as empresas do grupo.
O período, conhecido como stay period, começou a ser contado em 19 de agosto e segue até 15 de fevereiro de 2027. Durante esse intervalo, novos atos de bloqueio patrimonial também ficam impedidos.
A decisão ocorreu depois de a empresa informar que credores começaram a tentar bloquear recursos logo após o pedido de recuperação judicial. Em poucos dias, aproximadamente R$ 9 milhões teriam sido atingidos por ordens judiciais.
A magistrada responsável pelo caso considerou que a continuidade desse movimento poderia prejudicar a capacidade de funcionamento do grupo antes mesmo da análise definitiva do processamento da recuperação.
A Justiça também mandou restabelecer o acesso das empresas às contas mantidas no BTG Pactual e determinou medidas para evitar retenções extraordinárias de recebíveis por empresas de cartões.
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