O mercado formal brasileiro continuou criando empregos em julho, mas em ritmo bem inferior ao observado anteriormente. O país abriu 58.568 vagas com carteira assinada, segundo o Novo Caged divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho.
O saldo resulta de 2,262 milhões de admissões e 2,204 milhões de desligamentos. Apesar de positivo, o número ficou 56,3% abaixo do registrado em julho de 2025 e foi o pior resultado para o mês desde o início da atual série do Caged, em 2020.
Serviços lideraram a geração de postos, com 24.098 vagas. Construção civil criou 12.691, agropecuária abriu 12.523 e indústria registrou saldo de 11.315.
O comércio foi a exceção. O setor fechou 2.056 postos em julho e acumula perda de quase 7,9 mil empregos em 2026. O governo relaciona parte dessa desaceleração ao impacto dos juros elevados sobre crédito, consumo e investimento.
Mesmo com o enfraquecimento recente, o saldo acumulado entre janeiro e julho permanece positivo em 972.203 vagas, elevando o estoque nacional para mais de 48 milhões de vínculos formais.
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