A Polícia Civil de Goiás deflagrou nesta quarta-feira (19) a Operação Engodo para investigar homicídios ocorridos na Região Leste de Goiânia. A ação cumpriu 12 medidas cautelares, sendo sete mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, em Goiânia e no Rio de Janeiro.
Um dos crimes que motivaram a investigação foi a morte de um homem de 27 anos no Jardim Novo Mundo. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos teriam utilizado uma estratégia para fazer com que a vítima saísse de casa: eles se apresentaram como policiais e a chamaram até o portão da residência.
Quando o jovem apareceu, foi surpreendido e atingido por disparo de arma de fogo na cabeça. Investigadores conseguiram reconstruir parte da dinâmica do homicídio por meio de imagens de câmeras de segurança instaladas na região e depoimentos colhidos durante a apuração.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o assassinato esteja relacionado a dívidas envolvendo drogas e à suspeita, dentro do grupo criminoso, de que a vítima repassava informações às forças de segurança. As circunstâncias e a participação individual dos investigados continuam sendo apuradas.
Entre os alvos apontados pela investigação estão Marcos Vinícius Sabino Gonçalves, conhecido como “Fazendeiro”, e Wanderson Santana da Silva, conhecido como “Zóio”. Segundo a PCGO, os dois seriam ligados a uma organização criminosa e são investigados dentro do contexto do homicídio. Medidas judiciais também foram cumpridas no Rio de Janeiro.
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Durante a operação desta quarta-feira, duas pessoas também foram presas em flagrante por suspeita de tráfico de drogas. Os policiais encontraram uma quantidade de entorpecentes que, conforme a investigação, seria destinada à comercialização.
A Operação Engodo é conduzida pela Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios, da Polícia Civil de Goiás, com participação da Polícia Militar. A investigação não se restringe ao assassinato no Jardim Novo Mundo e apura outros homicídios registrados na Região Leste da capital.
O caso também chama atenção para o uso de falsas identidades policiais por grupos criminosos para se aproximar das vítimas. A orientação em situações suspeitas é evitar abrir a residência ou acompanhar desconhecidos sem confirmar a identificação e, diante de risco imediato, acionar as forças de segurança pelos canais oficiais.
