Manter uma rotina saudável é uma das principais formas de reduzir os riscos relacionados ao colesterol elevado. A alimentação equilibrada, a prática de exercícios e o acompanhamento por meio de exames podem ajudar a evitar problemas graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
O alerta ganha destaque com o Dia Mundial de Combate ao Colesterol, lembrado no dia 8 de agosto. A campanha busca ampliar a conscientização sobre uma condição que, na maioria das vezes, não apresenta sinais claros e pode evoluir sem que a pessoa perceba.
Entre os cuidados recomendados está a adoção de uma alimentação com maior presença de frutas, verduras, legumes, cereais integrais e peixes, especialmente aqueles que fornecem ômega 3. Reduzir hábitos prejudiciais à saúde, como fumar e consumir bebidas alcoólicas em excesso, também contribui para proteger o sistema cardiovascular.
Outro ponto importante é manter o corpo em movimento. A orientação é acumular pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ao longo da semana.
Exames periódicos ajudam a identificar alterações no colesterol antes do surgimento de complicações | Foto: Divulgação
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O organismo precisa de colesterol
Apesar de ser frequentemente associado a problemas de saúde, o colesterol não é, por si só, uma substância prejudicial. Ele é produzido pelo organismo, principalmente pelo fígado, e desempenha funções importantes, participando da composição das células e da produção de determinadas vitaminas e hormônios.
O risco aparece quando há colesterol em excesso circulando no sangue. Com o passar do tempo, depósitos de gordura podem se formar no interior das artérias e tornar a passagem do sangue mais difícil.
Essa alteração favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Dependendo da região afetada, pode aumentar a possibilidade de angina, insuficiência cardíaca, infarto e outras complicações. Quando o comprometimento envolve vasos responsáveis pelo fornecimento de sangue ao cérebro, também existe maior risco de AVC.
Dados do Ministério da Saúde apontam que as doenças cardiovasculares estão entre os maiores problemas de saúde pública do país, sendo responsáveis por cerca de 300 mil mortes por ano. A estimativa é de que quatro em cada dez brasileiros apresentem níveis elevados de colesterol.
Descoberta depende de exames
Um dos principais desafios é que o colesterol alto geralmente não provoca sintomas. Dessa forma, uma pessoa pode apresentar alterações durante bastante tempo sem perceber.
Por esse motivo, exames de sangue fazem parte das principais estratégias de prevenção. O perfil lipídico, conhecido também como lipidograma, permite avaliar diferentes tipos de gordura presentes na corrente sanguínea e auxilia o profissional de saúde na identificação de possíveis alterações.
Quem utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS) pode procurar inicialmente uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Conforme o resultado dos exames e a avaliação do risco cardiovascular, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado.
Quando necessário, o tratamento também pode envolver medicamentos capazes de reduzir ou controlar os níveis de colesterol. A escolha da terapia depende das condições de cada paciente e deve ser feita após avaliação profissional.
O acompanhamento pode começar ainda na juventude. A Sociedade Brasileira de Cardiologia orienta o rastreamento a partir dos 20 anos, enquanto crianças e adolescentes com histórico familiar de colesterol elevado ou doenças do coração também podem precisar de avaliação.
A frequência de alterações tende a aumentar depois dos 40 anos. Independentemente da idade, porém, hábitos saudáveis e acompanhamento periódico continuam sendo importantes aliados para diminuir o risco de complicações cardiovasculares.
