Brasília entra na fase mais crítica da seca com quase 2,9 mil incêndios em vegetação

Baixa umidade, temperaturas elevadas e vegetação ressecada aumentam risco de queimadas; somente no sábado foram 59 ocorrências atendidas.

O Distrito Federal entra na segunda metade de agosto diante de um dos períodos mais delicados do ano para incêndios florestais. Dados do Corpo de Bombeiros mostram que 2.844 ocorrências envolvendo fogo em vegetação já foram contabilizadas em 2026. Somente no sábado (15), foram registrados outros 59 incêndios.

Julho terminou com 1.096 ocorrências e, até 10 de agosto, o mês atual já acumulava 605 chamados. O cenário preocupa porque, historicamente, agosto marca o início do trecho mais severo da estiagem brasiliense. Em agosto de 2025, por exemplo, foram registrados 1.826 incêndios em vegetação.

Os reflexos das queimadas já chegaram a áreas urbanas. Neste mês, uma creche no Setor Lúcio Costa precisou ser evacuada por causa de um incêndio próximo à Reserva Biológica do Guará. Outro fogo nas proximidades do campus da Universidade de Brasília em Ceilândia provocou fumaça intensa e levou à suspensão de aulas. Também houve ocorrências em Samambaia e na área do Zoológico de Brasília.

Para este domingo, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia indica poucas nuvens em Brasília, temperatura máxima próxima de 31°C e umidade mínima em torno de 20%. O Inmet mantém atenção para condições de baixa umidade em áreas do Centro-Oeste durante o fim de semana.

O Corpo de Bombeiros recomenda atenção redobrada durante a estiagem. Queima de lixo ou restos de poda, fogueiras próximas ao Cerrado e descarte de bitucas de cigarro em vegetação aumentam o risco de propagação das chamas. A combinação de vento, baixa umidade e material vegetal seco pode fazer um pequeno foco avançar rapidamente.

BANNER INTERNAS SIDEBAR 1