Neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, Mercosul e União Europeia assinaram um acordo histórico que conclui negociações iniciadas em 1999. O pacto cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 720 milhões de pessoas e somando mais de US$ 22 trilhões em economia, segundo o governo brasileiro.
O acordo tem dois componentes principais:
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Acordo de Parceria, com foco em diálogo político e cooperação.
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Acordo Interino de Comércio, que permite a aplicação gradual de benefícios comerciais antes da aprovação completa do pacto.
Com a implementação, tarifas serão reduzidas de forma gradual para mais de 90% do comércio entre os blocos. A União Europeia se compromete a eliminar tarifas para 92% das exportações do Mercosul (cerca de US$ 61 bilhões) e dará acesso preferencial a outros 7,5% (aproximadamente US$ 4,7 bilhões), cobrindo quase todas as exportações do Mercosul para o mercado europeu.
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Apesar da assinatura, o acordo ainda não tem validade imediata. Ele precisa ser aprovado pelos parlamentos dos países envolvidos, incluindo o Parlamento Europeu. A etapa de ratificação é considerada crítica, especialmente diante de críticas de setores agrícolas e ambientais na Europa.
A cerimônia contou com a presença da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa. O presidente Lula não compareceu; o Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
