A economia brasileira mostrou sinais mais claros de desaceleração no segundo trimestre de 2026. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, registrou crescimento de apenas 0,2% entre abril e junho na comparação com os três primeiros meses do ano.
O resultado representa uma perda significativa de ritmo depois do avanço de 1,1% da economia brasileira no primeiro trimestre. Somente em junho, o indicador do Banco Central caiu 0,6% na comparação com maio, desempenho ligeiramente pior que o esperado pelo mercado.
Entre os setores, a indústria cresceu 0,5% no trimestre e a agropecuária avançou 0,3%. Os serviços, responsáveis pela maior parcela da atividade econômica brasileira, tiveram retração de 0,1%.
O cenário reforça a avaliação de que os juros ainda elevados estão limitando consumo, investimentos e concessão de crédito. A taxa Selic está atualmente em 14% ao ano, apesar do processo gradual de redução iniciado pelo Banco Central.
O IBC-Br funciona como um importante termômetro da economia, mas não substitui o Produto Interno Bruto oficial. O IBGE deverá divulgar os números do PIB do segundo trimestre em 1º de setembro.
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