O debate sobre o fim da escala 6×1 deixou de ser uma pauta de nicho para se tornar o epicentro da política nacional neste início de ano. Com o avanço da PEC na Câmara dos Deputados, o Brasil se vê diante de uma escolha histórica entre a produtividade econômica e o bem-estar social.
A proposta central busca extinguir o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso, reduzindo a carga horária para 36 horas semanais. O movimento não é isolado: países desenvolvidos já testam a “semana de 4 dias”, argumentando que o descanso aumenta a eficiência e reduz gastos com saúde pública.
Os Dois Lados da Moeda
Trabalhadores: Defendem que a escala 6×1 é incompatível com a vida moderna, impedindo o estudo, o convívio familiar e a saúde mental.
Empresários: Setores de serviços e comércio alertam para o “Custo Brasil”. A mudança súbita pode exigir novas contratações imediatas, elevando os preços ao consumidor final.
A proposta agora segue para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Para que se torne realidade, precisa vencer o lobby empresarial e garantir 308 votos em dois turnos na Câmara e no Senado. Em um ano eleitoral, nenhum parlamentar quer ser visto como “inimigo do trabalhador”, o que dá um fôlego inédito ao texto.
