O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, voltou a rejeitar neste domingo a possibilidade de realizar eleições enquanto o país permanece em guerra contra a Rússia.
Segundo ele, uma votação nas condições atuais poderia aprofundar divisões internas e enfraquecer a capacidade do Estado ucraniano de enfrentar o conflito.
O debate ganhou força depois que o ex-ministro da Defesa Mykhailo Fedorov defendeu publicamente a realização de eleições mesmo durante a guerra. A legislação ucraniana, porém, impede a realização do processo eleitoral enquanto estiver em vigor a lei marcial.
Além da barreira jurídica, o país enfrenta obstáculos práticos. Milhões de ucranianos estão refugiados no exterior, vivem em áreas ocupadas pela Rússia ou integram as forças mobilizadas para o combate.
Também existem dificuldades para garantir segurança a eleitores, candidatos e locais de votação em meio a ataques com drones e mísseis.
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Pesquisa realizada no início de agosto pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev mostrou que 57% dos entrevistados preferem que as eleições ocorram somente depois do fim dos combates.
Zelenskiy afirmou que uma eventual votação poderia ser discutida caso os aliados internacionais apresentem garantias concretas de segurança, mas disse que nenhuma proposta nesse sentido foi apresentada até agora.
