A tarifa adicional de 25% determinada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira (22). A medida alcança uma lista estimada em aproximadamente 3 mil itens enviados pelo Brasil ao mercado norte-americano.
Segundo estimativas do governo brasileiro, os produtos atingidos representam cerca de 18% das exportações nacionais para os Estados Unidos. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil calcula que mais de US$ 11 bilhões em vendas poderão ser afetados pela nova cobrança.
O governo norte-americano justificou a medida com críticas a políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital, aos serviços de pagamento, à propriedade intelectual, ao mercado de etanol e ao combate ao desmatamento ilegal. O Brasil rejeita as acusações e afirma que não há justificativa econômica para a sobretaxa.
O vice-presidente Geraldo Alckmin declarou que o governo não pretende adotar uma retaliação imediata. Segundo ele, a Lei da Reciprocidade Econômica deve ser utilizada com cautela para evitar prejuízos adicionais à indústria, ao comércio e aos consumidores brasileiros.
Mesmo mantendo o diálogo com Washington, o governo prepara alternativas de resposta caso as negociações não avancem. Entre as possibilidades estão medidas comerciais e instrumentos previstos na legislação brasileira, além de ações de apoio aos setores exportadores mais prejudicados.
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A equipe econômica também estuda linhas de crédito e mecanismos para preservar empregos nas empresas que dependem do mercado americano. As medidas deverão ser definidas após uma avaliação dos primeiros impactos da tarifa sobre as exportações.
