Os usuários do transporte público do Distrito Federal podem enfrentar dificuldades a partir das primeiras horas desta segunda-feira (28). Em assembleia realizada neste domingo, os rodoviários decidiram manter a greve por tempo indeterminado, com início previsto para 0h.
A categoria rejeitou a última proposta apresentada pelas concessionárias, que previa reajuste salarial de 6%, aumento de 7% no tíquete-alimentação e cesta básica e correção de 11,88% nos benefícios relacionados à saúde.
O sindicato reivindica 8% de aumento nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde. As negociações entre empresas e trabalhadores começaram em julho e já passaram por mais de dez rodadas.
Diante da confirmação da paralisação, o Governo do Distrito Federal acionou o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região. O GDF pediu que 80% da frota funcione fora dos horários de pico e 100% entre 6h e 8h30 e das 17h às 19h30. Até a tarde deste domingo, a decisão judicial ainda era aguardada.
O governo atribuiu motivação político-eleitoral ao movimento. O sindicato, por sua vez, afirma que a greve está relacionada às negociações salariais e à renovação do acordo coletivo.
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