O Progressistas decidiu permanecer neutro na eleição presidencial de outubro. A posição anunciada nesta sexta-feira (31) representa uma dificuldade para Flávio Bolsonaro, que tentava atrair o partido para sua candidatura.
Pouco antes da decisão, Flávio afirmou a jornalistas que havia escolhido a senadora Tereza Cristina para ocupar a vaga de vice-presidente. A indicação, entretanto, depende da concordância do PP, partido ao qual a parlamentar é filiada.
Com a neutralidade, o partido não deverá integrar formalmente a coligação presidencial nem autorizar que seus principais quadros participem da chapa. A decisão ainda poderá ser discutida internamente, mas altera o cenário das negociações conduzidas pelo PL.
Tereza Cristina foi ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro e mantém forte influência entre produtores rurais e representantes da bancada do agronegócio. Sua entrada poderia ajudar Flávio a ampliar o apoio entre eleitores do Centro-Oeste e do interior do país.
A decisão do PP também evidencia as dificuldades do PL para unificar os partidos conservadores. Embora Flávio lidere o campo da direita nas pesquisas, legendas de centro e de centro-direita ainda avaliam os riscos de uma aliança formal.
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O PL precisará buscar outro nome para a vaga de vice caso o Progressistas mantenha a decisão. As negociações devem continuar até o encerramento do período destinado às convenções partidárias.
