Mais de 574 mil pessoas já utilizaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta do governo federal que permite bloquear o próprio acesso a sites de apostas autorizados a funcionar no Brasil. O sistema foi criado para ampliar a proteção de usuários e reduzir danos relacionados ao uso problemático das chamadas bets.
Segundo o Ministério da Saúde, 207 mil usuários, o equivalente a 41% dos pedidos, apontaram perda de controle sobre o jogo ou danos à saúde mental como principal motivo para solicitar o bloqueio. Outros motivos citados foram riscos com vazamento de dados, problemas financeiros e decisão voluntária.
A plataforma foi desenvolvida pela Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, e entrou em funcionamento em dezembro de 2025. Com apenas um pedido, o cidadão pode bloquear o acesso a todos os sites de apostas autorizados no país. A autoexclusão pode ser feita por tempo indeterminado ou por prazo determinado, entre um e 12 meses.
Até o momento, 69% dos usuários escolheram o bloqueio por tempo indeterminado. Além de impedir o acesso às contas vinculadas ao CPF, a medida também bloqueia novos cadastros e suspende o envio de publicidade direcionada sobre apostas.
A ferramenta também reúne orientações sobre saúde mental, links de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), lista de empresas autorizadas, questionário de saúde financeira da Febraban e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde. A recomendação é que pessoas com dificuldades procurem apoio nas unidades básicas de saúde, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) ou com profissionais de saúde de confiança.
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Nesta terça-feira (26), o Ministério da Saúde assinou um Termo de Execução Descentralizada que prevê R$ 6 milhões para a primeira pesquisa nacional do SUS sobre apostas e saúde mental. O estudo será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e deve começar ainda em 2026.
Redação | Portal Atos Brasília
Com informações de: Ministério da Saúde, Ministério da Fazenda e Agência Brasil
