O senador Flávio Bolsonaro poderá ter aproximadamente 20% menos tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso permaneça com uma aliança partidária menor.
Pelas projeções apresentadas nesta segunda-feira, Lula teria cerca de um minuto a mais no horário eleitoral. A diferença está relacionada ao tamanho das bancadas dos partidos que apoiam cada candidatura no Congresso.
Para reduzir essa desvantagem, a campanha de Flávio busca uma aliança com o Republicanos. A entrada do partido poderia ampliar o tempo destinado ao senador e até garantir uma pequena vantagem sobre a campanha petista.
A articulação ganhou importância depois do afastamento de União Brasil e PP da pré-candidatura do senador. Sem essas duas legendas, o PL ficou mais dependente de novos aliados para ampliar sua estrutura eleitoral.
A televisão e o rádio continuam sendo considerados estratégicos pelas campanhas, apesar do crescimento das redes sociais. O horário eleitoral permite alcançar principalmente eleitores de menor renda e pessoas com acesso mais limitado às plataformas digitais.
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Segundo a projeção, apenas quatro candidaturas presidenciais teriam inicialmente direito ao horário eleitoral: Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Outros candidatos podem ficar sem participação por não terem o apoio de partidos que cumpriram a cláusula de desempenho.
As alianças ainda dependem das convenções partidárias iniciadas nesta segunda-feira. Até 5 de agosto, as legendas poderão confirmar candidaturas, composições e coligações para as eleições de outubro.
