A redução da jornada de trabalho começa a dividir de forma mais clara os principais campos da disputa presidencial. Enquanto o governo Lula tenta avançar com a PEC que acaba com a escala 6×1, Flávio Bolsonaro passou a defender uma proposta alternativa baseada no pagamento por hora trabalhada.
O projeto apoiado pelo candidato do PL foi apresentado pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha. A ideia é permitir maior flexibilidade para que trabalhador e empresa definam a quantidade de horas contratadas.
O texto também estabelece maior peso para acordos diretamente negociados entre empregado e empregador. Já a PEC apoiada pelo governo reduz progressivamente a jornada semanal de 44 para 40 horas e acrescenta um segundo dia de descanso sem redução de salário.
Flávio argumenta que o regime por hora poderia beneficiar pessoas que não conseguem cumprir jornadas tradicionais, citando como exemplo trabalhadores responsáveis pelos cuidados de filhos.
A discussão deverá ganhar força já nesta semana. Câmara e Senado iniciam um período de esforço concentrado, e Flávio informou que pretende suspender parte da agenda de campanha para acompanhar as votações em Brasília.
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