A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 volta ao centro das discussões no Congresso Nacional nesta quarta-feira. O Senado avalia a criação de um calendário especial para acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que estabelece mudanças na jornada semanal de trabalho, com mais dias de descanso e sem redução salarial.
Pelo texto em discussão, a jornada máxima passaria a ser de 40 horas semanais, com direito a dois dias de folga.
Para ser aprovada no Senado, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos de votação. Caso os senadores alterem o texto, a matéria deverá retornar à Câmara dos Deputados para uma nova análise.
A possível mudança na jornada de trabalho tem provocado debates entre parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo. Defensores da proposta argumentam que a redução da carga horária pode melhorar a qualidade de vida e ampliar o tempo dedicado à família e ao descanso.
Por outro lado, representantes empresariais apontam possíveis impactos financeiros e operacionais, principalmente em setores que funcionam durante toda a semana. Entre as preocupações estão o aumento dos custos, a necessidade de novas contratações e a reorganização das escalas de trabalho.
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