O avanço da inteligência artificial no Brasil começa a esbarrar em um gargalo estrutural: a oferta de capacidade computacional não acompanha a velocidade de crescimento das empresas do setor.
Pesquisa realizada pela Axia Energia com 90 startups brasileiras de inteligência artificial aponta que três em cada quatro empresas esperam aumentar o consumo de infraestrutura de processamento nos próximos 12 meses.
Mais de um terço das participantes afirmou que já teve planos de expansão limitados por falta de capacidade computacional suficiente.
O problema aparece principalmente quando uma startup deixa a fase experimental e precisa atender um volume maior de usuários, processar mais dados ou executar modelos de inteligência artificial de maior complexidade.
Para contornar a dificuldade, algumas empresas passaram a investir em servidores próprios equipados com GPUs ou a utilizar diretamente a infraestrutura tecnológica dos clientes.
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O cenário surge poucos dias depois de o governo federal anunciar investimentos bilionários em supercomputadores e infraestrutura nacional de inteligência artificial. O desafio será transformar os novos projetos em capacidade efetivamente acessível a empresas, universidades e centros de pesquisa.
