Com a capital federal enfrentando uma densa camada de fumaça, resultado de incêndios no Distrito Federal e regiões vizinhas, somado a 124 dias sem chuva e uma umidade relativa do ar caindo para níveis críticos, os riscos à saúde ao praticar exercícios físicos ao ar livre se tornaram uma preocupação crescente. A inalação de poluentes e o calor extremo são fatores que agravam a situação, especialmente para aqueles que mantêm uma rotina de atividades ao ar livre.
Tiago Lacerda, Coordenador da Bodytech Sudoeste e profissional de educação física, destaca a necessidade de adaptações nos treinos para garantir a segurança dos praticantes. “A inalação de monóxido de carbono, presente na fumaça, pode gerar dores de cabeça, tontura e irritação nos olhos. Em dias como hoje, o calor aumenta ainda mais devido à concentração de fumaça, tornando o ambiente impróprio para atividades físicas ao ar livre.”
Lacerda recomenda buscar ambientes controlados, como academias, para a prática de exercícios durante esses períodos adversos. “Se o ambiente for climatizado e a qualidade do ar monitorada, a segurança é maior. Isso permite que o treino seja realizado com menor risco à saúde”, afirma. Ele também sugere que, para aqueles que ainda optam por treinos ao ar livre, a intensidade da atividade deve ser reduzida. “Atividades de baixa intensidade, como caminhadas, são mais indicadas. Exercícios que elevam significativamente a frequência cardíaca e respiratória devem ser evitados.”.
A hidratação é outro ponto crucial em dias de baixa umidade e alta poluição. “Se manter hidratado é fundamental. Líquidos como água, suco, água de coco e isotônicos ajudam a repor os nutrientes perdidos durante a atividade”, explica Lacerda. Ele também alerta para os sinais de alerta durante o exercício, como sudorese excessiva, dificuldade respiratória e alterações nos batimentos cardíacos, que indicam a necessidade de interromper a atividade imediatamente.
Populações de risco, como idosos, crianças e pessoas com problemas respiratórios, devem evitar completamente o exercício físico ao ar livre nessas condições. “Esses grupos devem buscar horários em que a temperatura já tenha diminuído e a fumaça esteja mais dissipada”, orienta.
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Tiago Lacerda também destaca os benefícios de realizar treinos internos em condições como as do último final de semana. “O principal benefício é a possibilidade de manter a intensidade do treino em um ambiente com temperatura e qualidade do ar controladas. Isso minimiza os riscos e garante um treino mais seguro.”.
A Bodytech tem adotado medidas para garantir a segurança de seus alunos, incluindo a constante manutenção preventiva dos sistemas de ar-condicionado e o controle de qualidade do ar a cada seis meses. “Buscamos oferecer um ambiente seguro, com temperatura agradável, para que nossos alunos possam continuar suas atividades físicas sem colocar a saúde em risco”, conclui Lacerda.
A prática de exercícios físicos é essencial para a saúde, mas é fundamental adaptá-la às condições climáticas adversas para evitar complicações. Em momentos como este, é importante priorizar a segurança e a orientação de profissionais capacitados.
