EUA atacam a Venezuela e dizem ter capturado Maduro; ONU fala em “precedente perigoso” e Brasil condena ação

Operação ocorreu na madrugada de 03/01 e teve explosões em Caracas; Trump afirma que Maduro e a primeira-dama foram retirados do país e serão processados nos EUA.

Os Estados Unidos realizaram um ataque militar em larga escala na Venezuela na madrugada deste sábado (03/01), com relatos de explosões e atividade aérea sobre Caracas por cerca de 90 minutos e interrupção de energia em parte do sul da capital, próximo a uma importante instalação militar. Testemunhas relataram explosões sucessivas, aeronaves e fumaça, em um episódio que elevou a crise regional a um novo patamar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a operação resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, com retirada imediata do território venezuelano. Segundo Trump, ambos foram levados ao navio USS Iwo Jima e devem seguir para os Estados Unidos, onde enfrentariam acusações criminais ligadas a narco-terrorismo e outros crimes já apontados pela Justiça americana em processos anteriores e em nova acusação divulgada por autoridades.

O governo venezuelano classificou o episódio como “agressão militar” e informou que ataques atingiram não apenas Caracas, mas também áreas dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Autoridades venezuelanas citaram mortes de civis e militares, porém sem divulgar números. Do lado americano, Trump disse que não houve mortes de militares dos EUA, embora haja divergência e lacunas de informação típicas de momentos iniciais de conflito, quando as autoridades ainda consolidam dados.

A reação internacional foi imediata. O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse estar “profundamente alarmado” e alertou que a ação abre um “precedente perigoso”. Diplomatas informaram que Venezuela e Colômbia, com apoio de Rússia e China, solicitaram reunião do Conselho de Segurança. Além disso, países e líderes adotaram posições divergentes: o México condenou a operação como violação da Carta da ONU, enquanto vozes em parte da região trataram o episódio como ruptura de um regime.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou a ação e afirmou que os bombardeios e a captura do presidente venezuelano “cruzam uma linha inaceitável”, defendendo resposta do sistema ONU. Autoridades brasileiras relataram fechamento temporário da fronteira com a Venezuela — um dos principais corredores de entrada de refugiados via Roraima — seguido de reabertura, sem registro imediato de pico de fluxo naquele momento.

Damos valor à sua privacidade

Nós e os nossos parceiros armazenamos ou acedemos a informações dos dispositivos, tais como cookies, e processamos dados pessoais, tais como identificadores exclusivos e informações padrão enviadas pelos dispositivos, para as finalidades descritas abaixo. Poderá clicar para consentir o processamento por nossa parte e pela parte dos nossos parceiros para tais finalidades. Em alternativa, poderá clicar para recusar o consentimento, ou aceder a informações mais pormenorizadas e alterar as suas preferências antes de dar consentimento. As suas preferências serão aplicadas apenas a este website.

Cookies estritamente necessários

Estes cookies são necessários para que o website funcione e não podem ser desligados nos nossos sistemas. Normalmente, eles só são configurados em resposta a ações levadas a cabo por si e que correspondem a uma solicitação de serviços, tais como definir as suas preferências de privacidade, iniciar sessão ou preencher formulários. Pode configurar o seu navegador para bloquear ou alertá-lo(a) sobre esses cookies, mas algumas partes do website não funcionarão. Estes cookies não armazenam qualquer informação pessoal identificável.

Cookies de desempenho

Estes cookies permitem-nos contar visitas e fontes de tráfego, para que possamos medir e melhorar o desempenho do nosso website. Eles ajudam-nos a saber quais são as páginas mais e menos populares e a ver como os visitantes se movimentam pelo website. Todas as informações recolhidas por estes cookies são agregadas e, por conseguinte, anónimas. Se não permitir estes cookies, não saberemos quando visitou o nosso site.

Cookies de funcionalidade

Estes cookies permitem que o site forneça uma funcionalidade e personalização melhoradas. Podem ser estabelecidos por nós ou por fornecedores externos cujos serviços adicionámos às nossas páginas. Se não permitir estes cookies algumas destas funcionalidades, ou mesmo todas, podem não atuar corretamente.

Cookies de publicidade

Estes cookies podem ser estabelecidos através do nosso site pelos nossos parceiros de publicidade. Podem ser usados por essas empresas para construir um perfil sobre os seus interesses e mostrar-lhe anúncios relevantes em outros websites. Eles não armazenam diretamente informações pessoais, mas são baseados na identificação exclusiva do seu navegador e dispositivo de internet. Se não permitir estes cookies, terá menos publicidade direcionada.

Visite as nossas páginas de Políticas de privacidade e Termos e condições.

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao continuar navegando, ou clicar em "Prosseguir, você concorda com tal monitoramento. Para mais informações, consulte a nossa Política de privacidade.