Defesa afirma que Bolsonaro não autorizou vídeo com IA exibido pelo PL

Manifestação foi encaminhada ao STF depois de Alexandre de Moraes cobrar explicações sobre material apresentado na convenção de Flávio Bolsonaro.

A defesa de Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (29) que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem e voz no vídeo produzido por inteligência artificial e exibido na convenção nacional do PL.

O material simulava uma declaração de apoio ao senador Flávio Bolsonaro, oficializado no sábado (25) como candidato do partido à Presidência da República.

A resposta foi apresentada depois de o ministro Alexandre de Moraes conceder prazo de 48 horas para esclarecimentos. O magistrado pretende verificar se houve descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros.

Os advogados alegaram que Flávio estava impedido de visitar o pai e que, por isso, não teria ocorrido contato para obter autorização específica. A defesa acrescentou que os filhos sempre utilizaram imagens públicas do ex-presidente em atividades partidárias.

A manifestação resolve apenas um dos pontos questionados. O STF e a Justiça Eleitoral ainda poderão apurar quem produziu o material, quem decidiu exibi-lo e se o conteúdo se enquadra na proibição eleitoral de “deepfakes”.

A declaração da defesa não constitui conclusão judicial sobre o episódio. Eventuais responsabilidades do partido, da campanha ou dos produtores dependerão da análise das provas e do direito de defesa.

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