Brasília segue como a capital mais segura do país, segundo dados atualizados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). De janeiro a maio, o Distrito Federal registrou 69 homicídios, o que representa uma taxa projetada de 5,53 mortes por 100 mil habitantes, a menor entre as capitais brasileiras.
O levantamento usa informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e considera crimes como homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do DF, essa metodologia permite avaliar com mais precisão os casos de violência letal.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou o trabalho das forças de segurança para manter Brasília na liderança do ranking.
“Não existe conquista maior do que garantir que as famílias possam viver com mais tranquilidade e segurança. Ver Brasília liderando esse ranking nacional mostra que o trabalho sério, a união das forças de segurança e os investimentos realizados pelo GDF estão fazendo a diferença na vida da população”, afirmou.
Trabalho integrado das forças de segurança
Para o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury, os resultados são consequência da atuação conjunta das forças de segurança, do uso de tecnologia, de políticas de prevenção e da participação da população.
Segundo ele, manter Brasília como referência nacional aumenta a responsabilidade do governo e reforça o compromisso de continuar investindo em segurança pública.
“Uma cidade mais segura gera mais qualidade de vida, fortalece o turismo, atrai investimentos, impulsiona a economia e oferece mais tranquilidade para quem vive e circula em Brasília”, destacou.
Regiões sem homicídios
Outro dado considerado positivo é o número de regiões administrativas sem registros de homicídios. Atualmente, dez regiões do DF estão há mais de um ano sem registrar esse tipo de crime. Juntas, elas reúnem cerca de 471 mil moradores, o equivalente a 15,8% da população do Distrito Federal.
As regiões são: Jardim Botânico, Cruzeiro, Candangolândia, Sudoeste, Lago Sul, Park Way, Guará, Varjão, Riacho Fundo II e Riacho Fundo.
Considerando apenas o ano de 2026, o número sobe para 14 regiões administrativas sem homicídios. Nesse caso, são cerca de 627 mil habitantes, ou 21,1% da população do DF.
Além das dez regiões citadas, também não registraram homicídios em 2026: SIA, Arniqueira, Lago Norte e Paranoá.
O delegado-geral adjunto da Polícia Civil do DF, Saulo Ribeiro, afirmou que a investigação de crimes contra a vida é prioridade.
“Cada caso é acompanhado com rigor, inteligência e responsabilidade, porque proteger vidas é a missão mais importante da segurança pública”, disse.
Tecnologia e videomonitoramento
Entre as ações citadas pelo governo está o programa DF 360, que reúne imagens de câmeras públicas e privadas em uma única plataforma de videomonitoramento.
Atualmente, o programa conta com 3.198 câmeras integradas. Desse total, 1.426 são da SSP-DF e 1.772 pertencem a órgãos públicos e particulares.
As imagens podem ser acessadas pelas forças de segurança e pelas Centrais de Monitoramento Remoto, auxiliando na análise de ocorrências em tempo real.
Restrição a distribuidoras de bebidas
Outra medida apontada como importante para a redução dos homicídios é a restrição do funcionamento de distribuidoras de bebidas entre 0h e 6h, adotada em março de 2025.
Segundo o governo, a decisão foi baseada em estudos técnicos e passou a fazer parte das ações estratégicas para reduzir a violência, reforçar a ordem pública e melhorar a sensação de segurança da população.
