Milhares de manifestantes exigindo a saída do presidente de Bielorrússia, Alexander Lukashenko, foram às ruas de Minsk neste domingo (23), quando foi realizado um breve protesto perto de sua residência. O Exército alertou a multidão que responderia a qualquer agitação. 

Enormes manifestações em todo o país, que eclodiram após a eleição em 9 de agosto, representam o maior desafio até o momento para o governo de 26 anos do líder veterano, testando a lealdade de suas forças de segurança.
As ruas de Minsk ficaram vermelhas e brancas, enquanto uma multidão de manifestantes carregava bandeiras simbolizando sua oposição a Lukashenko, gritando para ele deixar o poder e para a realização de novas eleições.
A multidão fez uma passeata em direção à residência de Lukashenko no Palácio da Independência, no extremo norte da capital, a maioria se reunindo a alguma distância. Mas um grupo menor se aproximou do local, disse uma testemunha da Reuters.
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Um helicóptero foi visto voando perto da residência, enquanto os manifestantes se aglomeravam abaixo, alguns gritando “covarde”, aparentemente se referindo a Lukashenko, segundo a testemunha da Reuters. Depois de algum tempo, a maioria dos manifestantes começou a voltar ao centro da cidade.
Foi a primeira vez,nos protestos deste mês, que manifestantes se aproximaram das portas do palácio, que foi cercado por policiais armados.
A aproximação ao palácio ocorreu depois que uma multidão, estimada em cerca de 200 mil pessoas, se reuniu no centro de Minsk pelo segundo fim de semana consecutivo.
Mais cedo, o Ministério da Defesa disse que assumirá a segurança em torno dos memoriais nacionais e emitiu um alerta direto aos manifestantes, comparando-os a fascistas.
“Advertimos categoricamente: qualquer violação da paz e da ordem em tais lugares – vocês terão que lidar com o Exército agora, não com a polícia”, disse a pasta em comunicado. “Nós, soldados, não permitiremos que esses lugares sejam profanados, não pode haver fascismo lá!”
De acordo com o Ministério do Interior, 22 pessoas foram presas no sábado (21), quando protestos em menor escala ocorreram em 55 cidades.
Fonte: EBC
