Com a abertura do ano legislativo, o anúncio de um novo Código de Ética para ministros da Corte tenta conter pressões parlamentares, enquanto o Governo corre para consolidar pautas sociais antes das eleições.
O ano legislativo de 2026 começa sob uma tensão palpável entre os Três Poderes. Na abertura dos trabalhos, o presidente do STF, Edson Fachin, deu um passo histórico ao anunciar a criação de um Código de Ética para os ministros da Corte, sob a relatoria de Cármen Lúcia. O gesto é uma resposta direta às crises de imagem e às pressões por maior transparência.
Enquanto isso, no Congresso, o clima é de “paz armada”. O governo Lula conseguiu uma vitória estratégica com a aprovação da MP do Gás do Povo, uma aposta clara para fortalecer a popularidade antes das eleições. No entanto, o distanciamento entre partidos de direita e o governo fica evidente com movimentos como o do PP no Rio Grande do Sul, sinalizando que a corrida eleitoral de 2026 já começou “extraoficialmente”. A grande questão para os próximos meses será: o Judiciário conseguirá se autocorriger a tempo de evitar novas intervenções legislativas em sua autonomia?
