Novo levantamento revela diferenças na qualidade de vida entre cidades do Entorno do DF

Estudo do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal coloca Formosa na liderança do índice de bem-estar urbano, enquanto Águas Lindas apresenta a menor pontuação.

Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (6) pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) apresenta um diagnóstico das condições de vida em 12 municípios goianos que integram a periferia metropolitana de Brasília.

O Índice de Bem-Estar Urbano da Periferia Metropolitana de Brasília (Ibeu-PMB) foi elaborado pela primeira vez para essas cidades, utilizando informações da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada.

O estudo considera fatores que influenciam diretamente o cotidiano dos moradores, incluindo mobilidade, condições ambientais, habitação, infraestrutura e acesso aos serviços coletivos urbanos.

Formosa apresenta o melhor resultado

Índice de bem-estar urbano — municípios selecionados

O gráfico mostra os sete municípios destacados no levantamento, não a totalidade dos 12 avaliados.

Formosa alcançou o melhor resultado geral, com índice de 0,85. Na sequência aparecem Alexânia, com 0,67, e Cocalzinho de Goiás, com 0,62.

Na parte inferior da classificação estão Águas Lindas de Goiás, com 0,42; Luziânia e Novo Gama, ambos com 0,47; e Santo Antônio do Descoberto, com 0,48.

As diferenças revelam desigualdades nas condições de infraestrutura e acesso aos serviços urbanos entre municípios que possuem forte relação econômica e social com Brasília.

Transporte e saneamento estão entre os desafios

O diagnóstico indica a necessidade de investimentos na drenagem urbana, no saneamento básico, nas condições habitacionais e na mobilidade intermunicipal.

O transporte representa um dos principais desafios para as cidades do Entorno, onde parte da população se desloca diariamente para trabalhar, estudar e utilizar serviços no Distrito Federal.

A ampliação da integração entre os sistemas de transporte poderá contribuir para reduzir os tempos de deslocamento e melhorar as condições de acesso à capital.

O estudo também poderá orientar decisões sobre investimentos públicos e projetos desenvolvidos em cooperação entre o Governo do Distrito Federal e os municípios goianos.

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