O aumento da fiscalização no Porto de Santos tem provocado uma reorganização das rotas utilizadas pelo tráfico internacional de drogas no Brasil. Investigações federais indicam que grupos criminosos passaram a ampliar o uso de terminais portuários de outras regiões do país.
Segundo levantamento publicado pela Folha, estruturas ligadas ao Primeiro Comando da Capital e ao Comando Vermelho aparecem em operações que utilizam portos distribuídos do Amapá a Santa Catarina para enviar drogas ao exterior.
As investigações também identificam conexões com grupos criminosos europeus, incluindo integrantes da máfia italiana ‘Ndrangheta e organizações albanesas. Os esquemas utilizariam rastreadores, empresas, operadores financeiros e pessoas com acesso à cadeia logística.
Em Santos, a ampliação da fiscalização inclui scanners, drones e outras tecnologias. A mudança, porém, demonstra a capacidade das organizações criminosas de adaptar rotas e estruturas de transporte quando determinado ponto passa a ser mais monitorado.
O cenário reforça a necessidade de integração entre Polícia Federal, Receita Federal, forças estaduais, autoridades portuárias e organismos internacionais.
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