As gêmeas siamesas Maria Helena e Maria Eva, de 3 meses, foram internadas na segunda-feira (27) no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente, em Goiânia.
As crianças vieram de Salto, no interior de São Paulo, e nasceram unidas pela região do abdômen. Elas serão acompanhadas por uma equipe multiprofissional antes da definição da cirurgia de separação.
O atendimento começou com exames e avaliações clínicas. Os médicos precisarão identificar quais estruturas e órgãos são compartilhados, além de avaliar as condições gerais de saúde das duas bebês.
O tratamento será conduzido pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil, que possui experiência em procedimentos de separação de gêmeos unidos. Segundo ele, o caso é considerado tecnicamente viável, mas não existe necessidade de realizar a cirurgia imediatamente.
A equipe pretende avaliar nesta quarta-feira (29) a possibilidade de instalação de expansores de pele. Esses dispositivos podem ser utilizados para preparar o tecido que ajudará na reconstrução da parede abdominal depois da separação.
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A estratégia cirúrgica dependerá dos exames, da evolução das crianças e das avaliações das diferentes especialidades. Até o momento, nenhuma data foi anunciada para a operação principal.
O tratamento será realizado pelo Sistema Único de Saúde. Procedimentos dessa complexidade exigem planejamento prolongado, equipamentos especializados e participação de profissionais de diferentes áreas.
Os pais das crianças, Ana Paula Maia e Vinícius da Silva Boita, permanecem em Goiânia durante o acompanhamento. Informações sobre o estado clínico das bebês deverão ser divulgadas somente pela família e pelo hospital.
