Os Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques contra alvos no Irã na noite de quarta-feira, 10, ampliando a tensão militar no Oriente Médio e colocando em risco o frágil cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã em abril. Segundo o Comando Central dos EUA, o Centcom, a ofensiva atingiu sistemas de vigilância militar, comunicações e defesa aérea iranianos.
A operação foi apresentada por Washington como uma resposta à “agressão contínua” do Irã. Um dia antes, os EUA já haviam atacado posições iranianas depois da queda de um helicóptero AH-64 Apache do Exército americano perto da costa de Omã, em uma região próxima ao Estreito de Hormuz. O Centcom informou que os dois tripulantes foram resgatados em segurança e estavam em condição estável; a causa do incidente foi inicialmente descrita como sob investigação.
De acordo com o próprio Centcom, os ataques de 10 de junho foram feitos com munições de precisão por meios da Marinha, da Força Aérea e dos Fuzileiros Navais dos EUA. A justificativa americana é que os alvos representavam ameaça às forças dos Estados Unidos e a navios comerciais que transitam por águas da região.
A imprensa iraniana relatou explosões em áreas como Sirik, Minab, Bandar Abbas, Qeshm e Gorgan. Até o momento, não havia confirmação independente sobre o número de vítimas ou a extensão dos danos. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou o fechamento do Estreito de Hormuz para embarcações, incluindo petroleiros e navios comerciais, segundo relatos reproduzidos pela imprensa internacional.
O fechamento, porém, foi contestado pelos Estados Unidos. O Centcom afirmou que navios comerciais continuavam passando pelo estreito, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. A agência Reuters informou que o anúncio iraniano e a nova troca de ataques fizeram o preço do petróleo subir, com o Brent chegando a US$ 94,58 por barril nas primeiras negociações desta quinta-feira.
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O Irã também afirmou ter lançado ataques contra instalações militares americanas na região, incluindo alvos no Bahrein, Kuwait e Jordânia. Segundo a ABC News, autoridades dos EUA disseram que mísseis iranianos foram interceptados e que, naquele momento, não havia relatos imediatos de grandes danos em instalações americanas.
A escalada ocorre enquanto ainda há tentativas diplomáticas para evitar uma guerra mais ampla. Segundo a CNN Brasil, uma delegação do Catar estava em Teerã para conversas relacionadas ao conflito quando os EUA iniciaram a nova rodada de ataques. O presidente americano, Donald Trump, também demonstrou frustração com o ritmo das negociações e cobrou que o Irã avance em um acordo.
Analistas veem o Estreito de Hormuz como o ponto mais sensível da crise. Qualquer interrupção prolongada no tráfego marítimo pode pressionar o preço internacional do petróleo e afetar cadeias de abastecimento em vários países. A situação segue instável, com Washington dizendo que suas ações são defensivas e Teerã prometendo responder aos bombardeios.
