A Secretaria de Saúde do Distrito Federal investiga três casos suspeitos de hantavirose. Até o momento, não há confirmação laboratorial da doença.
A hantavirose é uma infecção considerada rara e costuma estar ligada a ambientes rurais, galpões fechados, locais com acúmulo de entulho ou áreas com presença de roedores silvestres.
A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas de poeira contaminadas por urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados.
Sintomas da hantavirose
A doença pode ser confundida com outras infecções respiratórias e virais. Entre os principais sintomas estão:
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores no corpo;
- Tosse seca;
- Cansaço extremo.
Em alguns casos, o quadro pode evoluir e exigir atendimento médico rápido.
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Casos em investigação no DF
Segundo a Secretaria de Saúde, os três casos suspeitos tiveram início dos sintomas no mês de abril.
Um dos pacientes mora no Distrito Federal, mas o local provável de infecção é outro estado. Os outros dois procuraram atendimento no DF, porém residem e possivelmente foram infectados em seus estados de origem.
A pasta informou ainda que os casos não têm relação com o surto registrado em um navio vindo da Argentina.
Os últimos casos confirmados de hantavirose no Distrito Federal ocorreram em 2022.
Exames seguem em análise
Inicialmente, os pacientes foram investigados para outras doenças com sintomas semelhantes. Durante a apuração, a hantavirose passou a ser considerada por causa das características clínicas e do histórico de exposição de risco.
Todos os casos seguem com exames laboratoriais em análise no laboratório de referência nacional.
“A Secretaria de Saúde já está realizando a investigação dos casos suspeitos da doença com análise clínica e epidemiológica, levantamento dos possíveis locais de exposição e articulação com os serviços de assistência, laboratório e vigilância ambiental”, afirmou a diretora de Vigilância Epidemiológica, Juliane Malta.
Segundo ela, a investigação também avalia antecedentes ocupacionais e ambientais compatíveis com a doença, além de reunir informações para orientar medidas de prevenção e controle.
Como se prevenir
Como os roedores envolvidos na transmissão são silvestres, não é indicado o uso de raticidas. A medida pode afetar a cadeia alimentar e matar predadores naturais, como cobras e corujas.
De acordo com a bióloga da SES-DF Gabriela Toledo, as equipes atuam a partir da investigação de casos humanos para identificar o local provável de infecção.
“Nós fazemos investigação a partir de casos humanos para identificar o local provável de infecção e, a partir da caracterização, entramos com educação em saúde, orientando a população como se proteger nos cenários rurais”, explicou.
Cuidados em áreas de risco
A população deve adotar alguns cuidados, principalmente em áreas rurais ou locais fechados há muito tempo:
- Manter galpões abertos por pelo menos 15 minutos antes de entrar;
- Evitar contato com poeira em locais com sinais de roedores;
- Ter atenção em atividades de turismo rural;
- Não consumir nem manusear frutos caídos no chão;
- Evitar acúmulo de entulho e materiais que possam atrair roedores.
Em caso de suspeita da doença, a orientação é procurar o serviço de saúde mais próximo.
Com informações da SES-DF.
