O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções internacionais nesta segunda-feira (4), após uma nova escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos. A Marinha iraniana afirmou ter impedido a entrada de navios americanos na região, enquanto o Comando Central dos EUA negou que qualquer embarcação norte-americana tenha sido atingida. Segundo a Reuters, dois navios mercantes com bandeira dos Estados Unidos atravessaram a passagem com apoio de destróieres da Marinha americana.
A situação preocupa o mercado global porque o Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Localizado entre o Irã e Omã, o canal liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. De acordo com a Agência Internacional de Energia, cerca de 20 milhões de barris por dia de petróleo e derivados passaram pela rota em 2025, o equivalente a aproximadamente 25% do comércio marítimo mundial de petróleo.
Apesar da promessa dos Estados Unidos de ajudar na retomada da navegação comercial, dados citados pela Reuters indicaram que o tráfego seguia praticamente parado nesta segunda-feira. Apenas um navio-tanque, algumas embarcações de carga e um navio de lançamento de cabos passaram pela região, enquanto grandes companhias ainda demonstravam cautela por falta de clareza sobre procedimentos seguros de travessia.
A tensão também teve impacto imediato no mercado financeiro. O preço do petróleo Brent subiu mais de 5% após relatos de que o Irã teria impedido a passagem de um navio de guerra americano. Em outra apuração, a Reuters informou que o Brent era negociado acima de US$ 111 o barril, enquanto o petróleo WTI passava de US$ 105, em meio às preocupações com o abastecimento global.
Além do petróleo, o estreito também é essencial para o transporte de gás natural liquefeito, especialmente de países como Catar e Emirados Árabes Unidos. A Agência Internacional de Energia aponta que quase 20% do comércio global de GNL passa por Ormuz, o que amplia o risco de pressão sobre preços de energia em caso de bloqueio prolongado.
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