Guerra no Oriente Médio pressiona fertilizantes e acende alerta no agro brasileiro

Ministro da Agricultura vê risco de abastecimento e critica reajustes rápidos no mercado interno de ureia.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, alertou que o Brasil pode enfrentar problemas de oferta de fertilizantes caso o conflito no Oriente Médio se prolongue. A avaliação ocorre em meio à escalada dos preços e aos impactos logísticos provocados pela crise na região do Estreito de Ormuz.

Segundo a Reuters, cerca de um terço do comércio marítimo global de fertilizantes passa por Ormuz, o que ajuda a explicar a preocupação com uma eventual interrupção mais longa. O cenário é especialmente sensível para o Brasil, que importou um volume recorde de 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025.

Nos últimos dias, a ureia entregue ao Brasil subiu cerca de 35% em apenas duas semanas. Fávaro criticou a reprecificação de estoques já existentes no país e classificou como oportunista a suspensão de vendas por parte de alguns agentes do mercado, mesmo com produto ainda disponível.

Com a disparada de preços, produtores e importadores passaram a avaliar alternativas mais baratas, como o sulfato de amônio. Dados citados pela Reuters mostram que, nos dois primeiros meses do ano, as importações brasileiras de ureia caíram 33%, enquanto as de sulfato de amônio avançaram 19%.


Com informações de: Reuters.

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