O mercado financeiro brasileiro viveu uma jornada de forte otimismo nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026. O dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 5,188, registrando uma queda de 0,62%. Este é o menor valor de fechamento da moeda americana desde 28 de maio de 2024, consolidando uma trajetória de baixa que já acumula 5,47% de queda apenas no ano de 2026.
Enquanto a moeda caía, a Bolsa de Valores (Ibovespa) operava em sentido oposto, disparando 1,8% e atingindo o recorde histórico de 186.241 pontos. O movimento foi impulsionado principalmente por ações de peso, como as de bancos, petroleiras e mineradoras.
O que explica a queda do dólar?
A desvalorização da moeda americana reflete uma combinação de fatores externos favoráveis a países emergentes e fundamentos sólidos da economia brasileira.
Pressão Global: O “Fator China” e o Fed
No cenário internacional, o principal catalisador foi a recomendação do governo da China para que seus bancos privados reduzam a exposição a títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Como o país asiático é o maior detentor desses papéis, sua intenção de diversificar reservas enfraquece a demanda global pelo dólar.
Somado a isso, outros eventos globais pressionaram a divisa:
• Estados Unidos: Dados do mercado de trabalho abaixo do esperado aumentaram as chances de o Federal Reserve (Fed) reduzir as taxas de juros em breve.
• Japão: A vitória política de Sanae Takaichi e as expectativas de medidas para fortalecer o iene fizeram o dólar recuar globalmente.
• Índice DXY: O indicador que mede a força do dólar contra uma cesta de moedas de países desenvolvidos recuou 0,83%.
Fundamentos Brasileiros
Internamente, o real tem sido sustentado pela entrada constante de fluxo comercial e financeiro. Além disso, uma leitura mais benigna sobre a inflação abre espaço para que o Banco Central inicie um ciclo gradual de cortes na taxa Selic a partir de março. Mesmo com os cortes previstos, o diferencial de juros brasileiro continua atrativo para investidores estrangeiros.
Comercial vs. Turismo: Por que você paga mais caro?
Para o consumidor, é fundamental entender que a cotação de R$ 5,188 refere-se ao dólar comercial, utilizado exclusivamente para transações entre grandes instituições financeiras, exportações e importações.
Já o dólar turismo — usado para viagens, compra de papel-moeda ou carga de cartões pré-pagos — é sempre mais elevado. Na mesma data, enquanto o comercial estava abaixo de R5,20,odo
