A doença de Parkinson é frequentemente associada a tremores visíveis, mas a ciência está provando que o corpo emite alertas muito antes da perda do controle motor. Pesquisadores da Universidade de Harvard publicaram hum estudo detalhado listando os sintomas “invisíveis” que podem permitir um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz.
Segundo o estudo, um dos principais sinais é a alteração no sono REM, onde o paciente passa a “atuar” seus sonhos, falando ou se debatendo durante a noite. Outro sintoma comum, mas frequentemente negligenciado, é a perda súbita do olfato e a constipação crônica, que podem surgir até dez anos antes dos primeiros tremores.
Os cientistas explicam que o Parkinson começa no sistema nervoso entérico (o “cérebro” do intestino) ou no bulbo olfatório, progredindo lentamente até atingir a região do cérebro responsável pelo movimento. “Identificar esses sinais precoces permite que intervenções de estilo de vida, como dieta específica e exercícios, retardem a degeneração neural”, afirma o relatório.
A recomendação atual é que pessoas acima dos 50 anos que apresentem essas alterações de forma persistente procurem um neurologista. Com o avanço da medicina personalizada em 2026, o diagnóstico precoce tornou-se a ferramenta mais poderosa para garantir qualidade de vida aos pacientes.
