Os protestos que começaram no Irã no fim de dezembro ficaram ainda mais graves nesta semana. A repressão aumentou, com mais mortes e prisões. A ONU e grupos de direitos humanos demonstraram preocupação com o uso excessivo de força contra os manifestantes. O Escritório de Direitos Humanos da ONU falou em “centenas” de mortos, embora outras fontes apontem números ainda maiores, com estimativas variadas.
O regime iraniano também passou a acelerar julgamentos e cogita aplicar a pena de morte a presos durante os protestos. Há denúncias de prisões em massa, bloqueios de comunicação e exibição de “confissões” na TV estatal — práticas criticadas por organizações internacionais.
No cenário internacional, a tensão cresceu. O então presidente dos EUA, Donald Trump, declarou apoio aos manifestantes e ameaçou agir se a repressão piorar. Em resposta, autoridades do Irã acusaram os EUA de interferência e, segundo a agência Reuters, alertaram países vizinhos com tropas americanas sobre possíveis ataques a bases dos EUA caso ocorra alguma intervenção.
Na Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse no dia 13 de janeiro que a União Europeia quer propor rapidamente novas sanções contra os responsáveis pela repressão no Irã. Há pressão para investigações, respeito aos direitos civis e para que o governo iraniano evite aumentar ainda mais a violência nas ruas.
A crise também afetou o mercado de petróleo. O preço da commodity subiu devido ao medo de que a troca de ameaças entre EUA e Irã cause problemas no fornecimento e aumente a tensão em rotas estratégicas da energia.